Pathos, violencia e imaginario democrático

María Fernanda Madriz

Resumen


RESUMEN
La violencia ha colonizado el actual proceso histórico venezolano, y ha pervertido casi todas las relaciones que regulan el ejercicio público del poder. Diversas instituciones (políticas, sociales, educativas, entre otras) recurren, en mayor o menor grado, a la violencia cuando se trata de disputar la hegemonía en el imaginario social y político del país. A partir del marco transdisciplinar del análisis crítico del discurso (Fairclough, 2003; van Dijk, 2003; Bolívar, 2005), se discuten los antecedentes de la situación actual en Venezuela y se revisa el proceso histórico de surgimiento del imaginario democrático venezolano (1936-1948), a fin de evidenciar cómo la violencia articuló ese proceso, y se convirtió en un pernicioso y rutinario constituyente de la experiencia democrática nacional. Por tanto, se analiza el llamado trienio adeco (1945-1948) en la persona de su más destacado representante, Rómulo Betancourt, así como las estrategias fácticas y de discurso a través de las cuales el Estado, los líderes, los partidos y la población en general coadyuvaron –por acción, sumisión u omisión– a que los eventos históricos marcados por la violencia se consumaran.

Palabras clave: violencia, discurso político, imaginario social, hegemonía, Rómulo Betancourt.

ABSTRACT
Pathos, violence and democratic imaginary in Venezuela
Violence has colonized the current Venezuelan historical process and has corrup-ted almost all the relations that regulate the public exercise of power. Several institutions (political, social and educational, among others) resort to violence, in a greater or lesser degree, when it is a question of hegemony in the social and political imaginary of the country. From the transdisciplinary framework of critical discourse analysis (Fairclough, 2003; van Dijk, 2003; Bolívar, 2005), I discuss the background of the current situation in Venezuela and review the historic process of the rise of the Venezuelan democratic imaginary (1936-1948), in order to show how violence articulated that process and became a harmful and everyday constituent of the national democratic experience. For that purpose, I analyze the so-called trienio adeco ‘three years of Acción Democrática’ (1945-1948), through the person of its most distinguished representative, Rómulo Betancourt, as well as the factive strategies and discourse through which the State, leaders, parties and population in general contributed –by action, submission or omission– to these historical and violent events.

Key words: violence, political discourse, social imaginary, hegemony, Rómulo Betancourt.

RÉSUMÉ
Pathos, violence et imaginaire démocratique au Venezuela
La violence a colonisé le processus historique vénézuélien actuel, et a perverti presque toutes les relations qui règlent l’exercice public du pouvoir. Diverses institutions (politiques, sociales, éducatives, entre autres) ont recours, dans différents degrés, à la violence quand il s’agit de se disputer l’hégémonie dans l’imaginaire social et politique du pays. A partir du cadre transdisciplinaire de l’analyse critique du discours (Fairclough, 2003; van Dijk, 2003; Bolívar, 2005), l’on présente dans cet article les antécédents de la situation actuelle au Venezuela et l’on fait une révision du processus historique d’émergence de l’imaginaire démocratique vénézuélien (1936-1948), dans le but de mettre en évidence la façon dont la violence a articulé ce processus et comment celui-ci est devenu un pernicieux et quotidien élément constitutif de l’expérience démocratique nationale. On analyse donc le triennat adeco (1945-1948) et son principal représentant, Rómulo Betancourt. On étudie également les stratégies factiques et discursives à travers lesquelles l’État, les leaders, les partis et le peuple en général, ont contribué par action, soumission ou omission– à ce que les événements historiques teints de violence aient lieu.

Mots-clé: violence, discours politique, imaginaire social, hégémonie, Rómulo Betancourt

RESUMO
Pathos, violência e imaginário democrático na venezuela
A violência tem colonizado o atual processo histórico venezuelano, e tem pervertido quase todas as relações que regulam o exercício público do poder. Diversas instituições (políticas, sociais, educativas, entre outras) recorrem, em maior ou menor grau, à violência no que diz respeito à disputa da hegemonia no imaginário social e político do país. A partir do marco trans-disciplinar da análise crítica do discurso (Fairclough, 2003; van Dijk, 2003; Bolívar, 2005), neste artículo debatem-se os antecedentes da situacão atual na Venezuela e revisa-se o processo histórico de surgimento do imaginário democrático venezuelano (1936-1948), com o propósito de evidenciar como a violência articulou esse processo, e se tornou um pernicioso e rutinário constituinte da experiência democrática nacional. Por tanto, analisa-se o chamado triênio adeco (1945-1948) na pessoa de seu representante mais distinguido, Rómulo Betancourt, assim como as estratégias fáticas e de discurso através das quais o Estado, os líderes, os partidos e a população em geral coadjuvaram –por ação, submissão ou omissão– a que os eventos históricos marcados pela violência conseguiram ser consumados.


Palavras chave: violência, discurso político, imaginário social, hegemonia, Rómulo Betancourt


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