CONTRA LOS ESTEREOTIPOS: RENATO RODRÍGUEZ Y LA ENTREVISTA LITERARIA

María del Carmen Porras

Resumen


A pesar de su condición de outsider —o quizás por eso mismo — la crítica literaria ha considerado que la obra y trayectoria de Renato Rodríguez son representativas de lo que sería una auténtica vocación literaria. Ajeno a los imperativos que el mercado impone actualmente sobre los autores y, a la vez, leído y respetado por la institución crítica, son pocas las entrevistas que este autor ha concedido. Por ello es que en este trabajo nos preguntamos: ¿cómo ha asumido Rodríguez ese diálogo, obligado ritual contemporáneo de consagración para los escritores?, ¿podrían estas entrevistas considerarse material secundario o apoyo para comprender su escritura? Desde nuestra perspectiva, y apoyados en las ideas de Ángel Rama, Néstor García Canclini y Leonor Arfuch sobre el género, las entrevistas son utilizadas por Rodríguez para precisar y aclarar ciertos estereotipos, ideas preconcebidas sobre él como autor y su obra. El autor, así, las maneja como un espacio de intervención desde donde hacerse oír, quizás no tanto por el público, sino por la crítica literaria.

Against Stereotypes: Renato Rodríguez and the Literary Interview

ABSTRACT

In spite of his condition as an outsider —or perhaps because of that condition—, literary criticism has considered that the work and the trajectory of Renato Rodríguez are representative of an authentic literary vocation. Indifferent to the imperatives of the market on authors, while, at the same time, read and respected by the critics, this author has granted very few interviews. Thus, we ask here: how has Rodríguez assumed this dialogue, an obligatory contemporary consecration ritual for writers?; could these interviews occupy a designated place within the author’s work?; could they be considered just secondary or supporting material to understand his writing? From our perspective and based on the ideas of Ángel Rama, Néstor García Canclini and Leonor Arfuch, the interviews are used by Rodríguez in order to specify and clarify certain preconceived ideas about himself and his work. Thus, he participates in them as a space from which he can make himself heard, perhaps not so much by the public, but more by the literary critics.

Contre les stéréotypes : Renato Rodríguez et l’interview littéraire

RÉSUMÉ

Malgré sa condition d’outsider —ou peut-être juste à cause de cela—, la critique littéraire a considéré que l’oeuvre et la carrière de Renato Rodríguez sont représentatives de ce qui serait une véritable vocation littéraire. Étranger à ce que le marché impose actuellement aux auteurs et, en même temps, lu et respecté par l’institution critique, cet auteur a accordé très peu d’interviews. C’est pourquoi dans ce travail l’on se pose ces questions : Rodríguez, comment a-t-il assumé ce dialogue, ce rituel contemporain obligatoire de consécration pour les écrivains ?, et ces interviews, pourraient-elles être considérées comme du matériel secondaire ou d’appui pour comprendre son écriture ? Depuis notre perspective, et sur la base des idées d’Ángel Rama, de Néstor García Canclini et de Leonor Arfuch par rapport au genre, les interviews sont employées par Rodríguez pour préciser et clarifier certains stéréotypes : des idées préconçues sur lui comme auteur et sur son oeuvre. Alors, l’auteur les emploie comme un espace d’intervention pour se faire écouter du public, mais surtout de la critique littéraire.

Contra os estereótipos: Renato Rodríguez e a entrevista literária

RESUMO

Apesar de sua condição de outsider —ou talvez por isso mesmo— a crítica literária tem considerado a obra e trajetória de Renato Rodríguez como representativas do que poderia ser uma autêntica vocação literária. Sendo contrário às imposições atuais feitas pelo mercado aos escritores e, ao mesmo tempo, lido e respeitado pela instituição crítica, são poucas as entrevistas ministradas por este autor. Por isso neste trabalho nos perguntamos: como assumiu Rodríguez esse diálogo, ritual contemporâneo atual e obrigatório para consagrar os escritores?, poderiam estas entrevistas ser consideradas como material secundário ou de apoio para compreender sua escritura? Do nosso ponto de vista, e também sustentados nas idéias de Ángel Rama, Néstor García Canclini e Leonor Arfuch sobre o gênero, as entrevistas são utilizadas por Rodríguez para determinar e esclarecer alguns estereótipos, idéias preconcebidas sobre ele como autor e sobre sua obra. Desta forma o autor controla um espaço de intervenção a partir do qual se faz ouvir, talvez nem muito pelo público, mas sim pela crítica literária.


Citas



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